O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sugeriu em discurso nesta quinta-feira no Cairo "um novo começo" entre os Estados Unidos e os muçulmanos de todo o mundo, e afirmou que "o ciclo de suspeitas e discórdia precisa terminar".
Ele afirmou que os Estados Unidos "não estão nem nunca estarão" em guerra contra o Islã, mas advertiu que seu país fará de tudo para enfrentar extremistas que representem uma ameaça à segurança do país.
Ao fim de seu discurso na Universidade do Cairo, na capital egípcia, o presidente americano foi ovacionado pela platéia. O evento já era esperado como o ponto alto de seu giro pelo Oriente Médio, que tem o objetivo de tentar reduzir as tensões entre seu país e os países árabes ou islâmicos.
"Venho aqui para buscar um novo começo entre os Estados Unidos e os muçulmanos em todo o mundo; um começo baseado em interesses e respeito mútuos; um começo baseado na verdade de que os Estados Unidos e o Islã não são únicos; e de que não precisam competir entre si. Pelo contrário, eles se sobrepõem e dividem princípios comuns - princípios de Justiça e progresso, tolerância e dignidade de todos os seres humanos", afirmou Obama em seu discurso.
Obama disse que as tensões que marcam as atuais relações entre os Estados Unidos e os muçulmanos em todo o mundo "estão enraizadas em forças históricas que vão além de qualquer debate político atual" e que são exploradas por uma minoria de muçulmanos extremistas.
Obama discursa na Universidade do Cairo
Discurso no Cairo teve objetivo de reduzir tensões com muçulmanos
"Enquanto nossas relações forem definidas por nossas diferenças, vamos fortalecer aqueles que semeiam o ódio no lugar da paz e que promovem o conflito no lugar da cooperação que poderia ajudar todos os nossos povos alcançarem a Justiça e a prosperidade. Este ciclo de suspeitas e discórdia precisa acabar", afirmou.
Thursday, June 4, 2009
Subscribe to:
Comments (Atom)